O vice-procurador geral dos EUA, Rod Rosenstein, entregou nesta segunda-feira (29) ao presidente Donald Trump sua carta de demissão, que vale a partir do dia 11 de maio. Rosenstein supervisionou a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016, conduzida por Robert Mueller.

A renúncia dele ao cargo já era esperada, agora que a investigação foi concluída e o relatório de Mueller foi entregue. Apesar de o documento não isentar o presidente completamente das acusações de obstrução de justiça, o procurador-geral dos EUA, William Barr, decidiu não acusar Trump.

“Sou grato pela oportunidade de servir; pela cortesia e humor que você exibe frequentemente em nossas conversas pessoais; e pelas metas que você estabeleceu em seu discurso de posse: patriotismo, união, segurança, educação e prosperidade ”, escreveu Rosenstein a Trump na carta, à qual o jornal “The Wall Street Journal” teve acesso.

Ainda de acordo com o jornal, Rosenstein não cita Mueller na carta, mas fala da responsabilidade do Departamento de Justiça em se manter isento em relação a questões partidárias.

O sucessor do vice-procurador deve ser Jeffrey Rosen, que atualmente ocupa um cargo no Departamento de Transportes. Seu nome precisa ser confirmado pelo Senado, onde não deve enfrentar objeções.


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